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Seattle.
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Entra.
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Ouve, eu sei...
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... que detestas ficar em casa
por eu não ser uma miúda normal.
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- Como se te importasses.
- Eu importo-me.
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Mas eu acredito em fazer
uma coisa pelas nossas razões
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e não pelas razões dos outros.
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Gostava de ter esse Iuxo.
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Sou a única segundanista
que foi convidada para o baile
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e que não pode ir
porque a ti não te apetece.
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O Joey nunca te contou que
nós andámos juntos, pois não?
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Sim, está bem.
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No nono ano, durante um ano.
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Porquê?
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Porque ele era um amor.
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- Mas tu odeias o Joey.
- Agora odeio.
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Que aconteceu?
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- Por favor, diz que estás a brincar.
- Só uma vez.
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Logo depois da mãe
se ter ido embora.
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Todos o faziam, por isso...
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... eu fi-Io.
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Depois, eu disse que não queria
mais porque não estava preparada.
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EIe ficou zangado e deixou-me.
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Por isso, jurei nunca mais fazer
nada só porque os outros o faziam.
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E desde então não o tenho feito,
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com a excepção da festa
do Bogey e de ter vomitado.
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Como pude eu não saber isso?
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Eu avisei-o que se ele
contasse a alguém,
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todos iriam saber como
a pila dele era pequenina.
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Por que não me contaste?
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Queria que chegasses sozinha
a uma conclusão sobre ele.
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Então por que ajudaste o pai
a fazer-me prisioneira?