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Agrafaste-me o rabo!
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Pára!
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Ele ia matar-me.
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Só queria dar uns murros verbais
antes que se armasse em Mike Tyson.
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Quem és tu?
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O Matthew, e tu chamas-te Crick,
um nome tão inteligente como tu.
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Tenho-te visto por aí,
nasceste para desajustado.
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O passo evolutivo
a seguir a atleta.
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Trocaste a camisola do clube
pela perinha e o rabo-de-cavalo,
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és o pior tipo do porreiraço,
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o que usa maquilhagem
para homens.
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A prova acabada que os modelos
nas revistas não têm miolos.
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Eu estava arrumado.
Mas melhor eu do que ela.
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Ou pior? O Crick estava viciado
em pastilhas de nicotina,
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mascava-as com a boca aberta.
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Odiava aquele barulho,
era a minha kryptonite.
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- O que fazes tu aí?
- Vim aqui salvá-la.
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E como vais fazer isso?
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O Crick estava sem camisa
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e os mamilos dele sobressaíam
como botões num televisor antigo.
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Deve ter sido o incessante
mascar da pastilha,
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só sei que estiquei as mãos
como se tivessem pistolas,
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agarrei-lhos e torci-os
com quanta força tinha.
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Mas apesar da dor lancinante,
o Crick ripostou.
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Apertou os meus e torceu.
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Foi um mama-a-mama.
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E ficámos ali os dois,
em combate singular,
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cada um tentando
aguentar mais tempo a dor,
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esperando que o outro
desistisse primeiro.
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Até que não aguentei mais.