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Talvez os fizéssemos mais
se fossem bons na cama.
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Para vocês é fácil, toquem-nos
onde tocarem nós gostamos,
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mas com vocês é como
procurar agulha num palheiro.
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E já agora, acham um grande
sacrifício fazer-nos bobós
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e fazem disso um bicho
de sete-cabeças,
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mas nós estamos sempre prontos
a ir às ostras,
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sempre dispostos a dar prazer,
somos menos egoístas.
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Ao ouvir isto pensei que ela
se incendiasse espontaneamente.
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És tão sexista!
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- Pois sou, mas tu também és.
- Não sou nada!
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Como o Louis Farrackan achas
que só os brancos são racistas,
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quando todos nós temos
preconceitos,
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pretos, brancos,
homem, mulher.
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- Golo!
- Fizeste batota!
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Como pudeste? Eu nem sequer
estava a olhar, fizeste batota!
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A coisa estava preta,
nada como nos meus sonhos.
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Fizeste batota, confessa!
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Não estabelecemos regras.
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Talvez o mal fosse esse.
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Não haver regras
entre homens e mulheres.
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E essa falta de regras
fazia que elas
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- e principalmente que nós,
homens -
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rodopiássemos sem controlo
nas situações mais difíceis.
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Eu era tão mau como o Rod,
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mas por fim tinha algo a dizer
na aula de estudos feministas.
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Não se estabeleceu regras
entre homens e mulheres,
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por isso cada lado acha jogar
lealmente e que o outro faz batota
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e talvez seja por isso que
os sexos se entre-envenenam.
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Que disparate!
Todos sabemos haver regras,
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regras compelidas e impostas
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pelo actual e repressivo patriarcado
da Civilização Ocidental.
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A noite do Sábado
a seguir ao meio do período
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parecia igual às outras.
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Fui ao quarto
da que nunca saía,
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reparei que a Dora
não estava no lugar habitual.