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Há xarope para pores nele,
querendo, é como eu gosto.
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Como sabes que gosto de outra?
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- Pela maneira como me olhas.
- Que é como?
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Um homem olha de certa maneira
para a mulher de quem gosta,
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fica com ar de miúdo
no dia dos anos
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e que ela é a prenda que esteve
imenso tempo à espera de abrir
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e que ele está doido
para ver o que esconde.
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E tu não me olhas assim.
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Lembram-se como o Capitão gancho
ouvia vir o crocodilo
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pelo tique-taque do relógio
dentro da barriga?
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Era como eu com o Crick
mais a pastilha de nicotina.
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Sabia que os apanhava juntos.
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Ele estava pedrado em nicotina,
tinha de tirar a Patty dali.
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A melhor maneira
era concentrando em mim
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a fúria de testosterona dele.
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Olha, Crick, sabes?
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Os mauzões do mundo saberão
que estão a ser mauzões
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ou julgarão que são bonzinhos
quando se portam é como uns cus?
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Não sei, diz tu, espertinho.
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- Achas-te um gajo porreiro?
- Eu sei que sou.
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Quem anda a querer roubar-me
a miúda és tu, eu sou bacano.
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Isso é outra coisa
que me engalinha:
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li que em cada seis pessoas
uma acha-se bacano.
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Haverá por aí
mil milhões de bacanos?
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Não pode ser.
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E se todos formos bacanos,
então ninguém o é.
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Tu não sabes o que dizes.
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Olha para ti... Os media,
as revistas, a televisão,
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mostram o que é ser bacano,
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e tipos com rabo-de-cavalo
saem à rua a querer comprar,
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para assim enganarem
incrédulos e fracos de cabeça.
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Agora chega, pá.