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Aproximava-se o fim
do ano escolar,
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e o tempo fugia-me.
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Vê como pôs o meu
"Orgulho e Preconceito".
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É catastrófico!
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Era a última hipótese,
a minha última estratégia.
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Se melhorasse - e não falo de andar
com unhas limpas e coisas assim -
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talvez o destino cósmico a fizesse
mudar de opinião a meu respeito.
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Ela estava algures,
observando-me.
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Decidi que o primeiro passo
para resgatar a minha alma
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era acabando com a guerra
dos sexos.
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- Mais outro, meninas?
- Esquece, eu cá desisto.
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Vá, só mais um...
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Eu jogo.
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Incrível, como a Arlene e eu
nos completávamos.
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Ela tinha um toque suave,
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sabia como preparar-me
o terreno
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para eu exibir a minha magia.
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Era uma excelente cheer leader,
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nunca se zangava
se eu falhava um golo...
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Tudo bem, deixa lá,
consegues da próxima.
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As minhas bolas davam-lhe energia
para subir a novas alturas.
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Vá, dá-me cabo deles.
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Os nossos lados masculino e feminino
puxavam o melhor em cada um.
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Trabalhávamos juntos
como Yin e Yang,
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como batatas fritas e gasosa,
como homem e mulher.
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Como o Crick e o amigo
tinham a mesma técnica
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às vezes colidiam,
faltava-lhes qualquer coisa.
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Tinham a potência
mas não a estratégia,
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havia demasiado ego
do lado deles.
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Perdiam tempo um com o outro
e não connosco.
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Acabou-se o jogo.
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- Vá, baixem-nas.
- Fizeram batota!
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Mostrem lá os trofeus.
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É só por aqui fazer frio...
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Está um gelo, juro!