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Andava a evitar a Patty por não
saber como lidar com a situação.
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Mas como pensava muito nela,
foi a Francesca em vez de mim.
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Que achas tu do Matt?
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- Não é bem o meu tipo...
- Porque não?
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Não sei, parece não estar lá
o tempo todo.
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Aí ouvi o barulho característico
da pastilha de nicotina do Crick.
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Já soube que andaste enrolada
com o Sr. Faz-Tudo.
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Falamos disso depois?
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- Não, vamos falar já.
- Pára, larga-me!
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Também queres levar?
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Bom, ficámos só os dois...
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Tem calma que havemos
de nos dar muito bem.
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Também és pêga como ela?
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Vai correr tudo bem,
descontrai-te.
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Ele mascava a pastilha
bem no meu ouvido,
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qual Kryptonite, aquilo esvaziava
o meu corpo dos poderes que tinha.
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E não parava de pensar no que
o poderoso Crick me reservava.
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gostas, é? Porque vais
ser feita, tem a certeza.
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Dá cá um beijo.
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Tinha de fazer alguma coisa,
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não era a noite da pequena
Francesca se tornar numa mulher.
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Quatro mil mulheres por ano
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são assassinadas
por namorados ou maridos.
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Não as percebo,
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mas por instantes fiz ideia
do que sentirão pelos homens.
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Não contei aquilo a ninguém,
a vergonha era demasiada.
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E como se não chegasse,
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apanhei o Rod a bater uma pívea
ao vídeo que tinha feito da Dora.
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Que tem a tua pichota?
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Chama-se hipospadia.
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É quando o buraco nele...
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Não é na ponta, antes...
por baixo.
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Que esquisito, é como ter-se
a boca debaixo do queixo.