8 femmes
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:04:06
É de onde a rapariga?
:04:09
Dos arredores, creio.
:04:11
É estupenda! Tive muita sorte
em encontrá-la.

:04:13
E quer ficar todo o Inverno.
Que sorte!

:04:17
Tia Agostinha!
Pareces cansada. Como estás?

:04:20
Como sempre.
A taricárdia máta-me.

:04:22
-É taquicárdia, tia...
-Oh, isso...

:04:24
Congela-se com tanta neve.
Já voltaste?

:04:28
Expulsaram-te do colégio?
:04:30
Não, são as férias de Natal.
Tiro boas notas.

:04:34
A tua mãe mostrou-mas.
Podiam ser melhores.

:04:37
Não foi nada simpático.
:04:39
Não posso perguntar à minha sobrinha
se se está a esforçar?

:04:42
Claro que podes.
Tudo bem.

:04:45
-Há ao menos alguém feliz.
-Referes-te a mim?

:04:48
-Só digo que a minha filha está feliz.
-E é tudo?

:04:51
Meninas, meninas, fora!
Agostinha, estás a exagerar.

:04:55
Não temos de nos preocupar.
A Gaby sempre tratou de nós.

:05:00
Não é como em nossa casa,
mas graças a ela...

:05:04
Não, não é.
É graças ao teu pai, Suzana.

:05:07
Respeita a tua avó velha e doente
:05:10
e uma mulher virtuosa como eu.
:05:12
-Graças ao Marcelo...
-Graças aos 2, claro.

:05:14
Não sejas tão amarga.
:05:17
Sabes que te amamos.
Não estás a ser boazinha.

:05:20
A família ajuda-se mutuamente, não
importam os defeitos.

:05:25
O café está pronto.
:05:27
Ah! Brioches quentes!
Para mim tu não os fazes.

:05:30
Para toda a gente,
menina Agostinha.

:05:32
Os brioches são a minha oferta
de boas vindas à Suzana.

:05:37
-Come um.
-Obrigada.

:05:40
Tenho chocolate no quarto.
Sabem melhor com chocolate.

:05:47
Temos que perdoar-lhe.
A Agostinha é como uma criança.

:05:51
Que bondade a tua mãe tolerar-lhe
os humores.

:05:54
Chamas a isso "humores".
Eu chamo-lhe insolência.

:05:58
Mas o Marcel tolera-a...

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