:05:00
Não é como em nossa casa,
mas graças a ela...
:05:04
Não, não é.
É graças ao teu pai, Suzana.
:05:07
Respeita a tua avó velha e doente
:05:10
e uma mulher virtuosa como eu.
:05:12
-Graças ao Marcelo...
-Graças aos 2, claro.
:05:14
Não sejas tão amarga.
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Sabes que te amamos.
Não estás a ser boazinha.
:05:20
A família ajuda-se mutuamente, não
importam os defeitos.
:05:25
O café está pronto.
:05:27
Ah! Brioches quentes!
Para mim tu não os fazes.
:05:30
Para toda a gente,
menina Agostinha.
:05:32
Os brioches são a minha oferta
de boas vindas à Suzana.
:05:37
-Come um.
-Obrigada.
:05:40
Tenho chocolate no quarto.
Sabem melhor com chocolate.
:05:47
Temos que perdoar-lhe.
A Agostinha é como uma criança.
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Que bondade a tua mãe tolerar-lhe
os humores.
:05:54
Chamas a isso "humores".
Eu chamo-lhe insolência.
:05:58
Mas o Marcel tolera-a...
:06:00
O papá é admirável e a tolerância
é uma virtude rara.
:06:04
É verdade. E sempre de bom humor.
:06:07
-Mesmo agora em que o negócio
não vai bem. -Oh, de verdade?
:06:11
Conheces melhor as suas
preocupações que eu.
:06:14
Não me meto nisso,
e quero continuar assim.
:06:17
Eu tenho os meus problemas,
ele os seus.
:06:20
Há tempos aconselhei-me se devia
vender alguns dos meus bens e disse...
:06:25
-Vendeste os teus bens?
-Não.
:06:28
Aconselhou-me a esperar.
:06:30
Sim, guarda-os. Nunca se sabe!
:06:38
-Adivinha quem?
-A Catarina!
:06:41
A pequena Catarina!
:06:43
-Cuidado com as minhas pernas.
-Perdão, Mami.
:06:46
Está tão cheia de energia.
:06:49
É melhor que se torne
como a tia Agostinha?
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Tens algum presente de Natal para mim?
:06:54
-Chocolates ingleses.
-Que original!
:06:56
-Não estás contente com os teus 16 anos?
-Tenho quase 17.