:12:00
O Senhor pediu-ma à noite,
para cortar uma caixa de cartão.
:12:03
Uma caixa de cartão? Que estranho!
Para que a queria?
:12:07
-Temos que chamar a polícia.
-Já?
:12:09
Já esperamos demasiado.
:12:18
A linha não dá sinal.
:12:23
Vejam. Cortaram o fio do telefone.
:12:26
Quem?
:12:28
Alguém!
:12:31
Apenas o vento e a tua imaginação.
:12:34
-E agora? Se não pudermos chamar
a polícia? -Venham. Vou buscá-los.
:12:38
Não estás em condições de conduzir.
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Luisa, o meu casaco.
:12:43
-Madame, os cães!
-Os cães?
:12:45
-Não ladraram de noite.
-E...?
:12:48
-Teriam ladrado se...
-Se o quê?
:12:52
-Se um estranho entrasse em casa?
-Precisamente.
:12:55
Se não veio de fora, então...
:12:59
Quem fez a última chamada telefónica?
:13:05
Quem fez a última chamada telefónica?
:13:07
-Eu.
-Conta.
:13:08
Estou a contar. De manhã, pelas 07H30,
chamei o talhante.
:13:12
Mas não podia trazer nada,
por causa da neve.
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Então às 07H30 o assassino
estava aqui.
:13:18
Depois cortou o fio do telefone.
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Conta-nos sobre os negócios do papá.
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Sabes como ele era.
:13:27
Um verdadeiro negociante, sempre
a trabalhar.
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Muito inteligente,
mas pouco extrovertido.
:13:33
Trabalhava em várias coisas, mas
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nunca me disse que tinha problemas.
:13:39
-E o Sr. Farnoux era uma grande ajuda.
-O Sr. Farnoux?
:13:43
-O seu novo sócio na fábrica.
-Oh, sim.
:13:46
-Esteve aqui?
-Não. Bem, sim, umas 2 vezes.
:13:49
Nunca nos encontrá-mos cara a cara.
quero dizer. muito pouco.
:13:53
Mas sempre que o Sr. Farnoux vinha,
os cães desatavam a ladrar.
:13:56
Deviam sentir que ele tinha um cão.