:13:05
Quem fez a última chamada telefónica?
:13:07
-Eu.
-Conta.
:13:08
Estou a contar. De manhã, pelas 07H30,
chamei o talhante.
:13:12
Mas não podia trazer nada,
por causa da neve.
:13:16
Então às 07H30 o assassino
estava aqui.
:13:18
Depois cortou o fio do telefone.
:13:22
Conta-nos sobre os negócios do papá.
:13:24
Sabes como ele era.
:13:27
Um verdadeiro negociante, sempre
a trabalhar.
:13:30
Muito inteligente,
mas pouco extrovertido.
:13:33
Trabalhava em várias coisas, mas
:13:37
nunca me disse que tinha problemas.
:13:39
-E o Sr. Farnoux era uma grande ajuda.
-O Sr. Farnoux?
:13:43
-O seu novo sócio na fábrica.
-Oh, sim.
:13:46
-Esteve aqui?
-Não. Bem, sim, umas 2 vezes.
:13:49
Nunca nos encontrá-mos cara a cara.
quero dizer. muito pouco.
:13:53
Mas sempre que o Sr. Farnoux vinha,
os cães desatavam a ladrar.
:13:56
Deviam sentir que ele tinha um cão.
:14:00
-Então é difícil que...
-Claro. Muito difícil.
:14:04
Mamã, quem herda a fortuna do papá?
:14:08
Eu.
:14:09
Quero dizer, nós...
:14:12
Caso se venda a fábrica, o dinheiro
vai para a mulher e os filhos.
:14:17
A esposa fica com metade e...
:14:20
Os notários sabem tudo sobre isto.
:14:25
-Catarina, traz-me um lenço,
por favor. -Sim, mamã.
:14:28
Devemos avisar a irmã do papá.
:14:31
A irmã? Mas que idéia.
Essa mulher!
:14:34
Escreveste-me quando ela se mudou
para esta aldeia.
:14:39
Sabes porquê?
:14:41
Certamente para se reencontrar
com o Marcelo outra vez.
:14:44
Depois da libertinagem em Paris,
:14:46
penso que voltaria a ser
um rico irmão.
:14:49
Graças a Deus que nunca esteve
nesta casa.
:14:58
Que terrível.