:15:00
Voltei passado um ano e o papá
está morto.
:15:04
Assassinado.
:15:07
Tudo parece diferente agora.
:15:11
É incrível como tudo muda
num ano!
:15:14
Pareço mais velha?
:15:17
Não, mamã.
:15:18
Continuas bela como sempre.
:15:21
Apesar do passar dos anos...
:15:25
Talvez.
:15:27
Provavelmente mudará depois
deste desastre.
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Meu Marcelo.
Entendíamo-nos um ao outro...
:15:35
Estávamos tão bem juntos.
:15:38
Em quartos separados.
:15:40
Marcelo chegava tarde a casa.
Trabalhava toda a noite.
:15:44
Pediu-me para se mudar.
Mais alguma coisa?
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-Não é a altura.
-Meninas, silêncio.
:15:49
Devemos procurar ajuda.
Gabi, traz o carro. Mexe-te!
:15:53
-E se o assassino ainda aqui
estiver? -Não te preocupes.
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Não deve estar à nossa espera.
Foi-se embora há muito!
:16:00
Da mesma forma que entrou:
pela porta.
:16:03
O assassino é mais esperto do que
pensamos e está próximo.
:16:07
Há algum homem por aqui?
-Um homem? Porquê um homem?
:16:11
Quem mais?
-Bem...
:16:15
Uma mulher!
:16:17
Que vergonha! Está a acusar-nos.
:16:19
Se tens a consciência limpa...
:16:21
-Tens ou não?
-Mais que tu.
:16:24
Julgas que fui eu porque me odeias?
:16:25
Tu não me importas.
-Estão a ouvir isto?
:16:28
Agostinha, querida, acálma-te.
:16:30
Pois, mamã, defende a Gaby.
Ela é rica agora.
:16:33
Pode sustentar-nos!
Salvar o teu pescoço.
:16:36
Nunca ninguém a contradiz.
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Tenho muita coisa a dizer
à polícia. Coisas que sei!
:16:41
É mentira, não podes fazer isso!
-Deixa-a falar, querida.
:16:45
Deprecia-me. Está invejosa.
Desde sempre. Sou bonita e rica.
:16:49
Ela é feia e pobre.
:16:58
Da próxima vez será mesmo
entre os teus olhos.