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Puseram-me qualquer coisa
na bebida.
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Uma bebida ajuda a esquecer a dor!
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Estiveram no meu quarto
e roubaram-me.
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Alguém que sabia onde as guardava.
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-Debaixo da almofada?
-Como sabes?
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-Mami, todos sabem.
-Todos?
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Que grupo de ladrões!
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Grandes ladrões! Assassinos!
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Grandes ladrões!
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Meu Deus. Qual é o problema?
Porque gritas?
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-Roubaram-lhe as acções.
-As acções!
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Está a mentir! Vendeu-as.
E as minhas também!
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Quero as minhas acções! Já!
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-Juro que as roubaram!
-Mas nunca sais de casa.
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Não é verdade!
Ouço passos todas as noites.
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-Nunca dormes?
-Nunca.
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Escuto. Todas as noites.
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Se as pequenas não estivessem
aqui, dizia-te o que oiço.
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Minha pobre Agostinha...
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Já sei! Gaby, tu roubáste-as,
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para as dares a quem sabemos.
Devolve-mas!
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Devolve-mas agora.
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Madame, não se ponha assim...
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Não te metas nisto!
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Como se atreve a cuspir na madame?
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Ela merece! Cuspo nas
suas mentiras!
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Minha pobre irmã.
Vais pagar por isto!
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Parem com isso! Parecem crianças.
O papá está morto.
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Tens razão, Suzana.
Já chega. Fiquem aqui.
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Vou buscar o carro.
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Madame, a sua carteira, as chaves...
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Devias ter vergonha, tia Agostinha.