:38:00
Acalma-te, Agostinha...
:38:03
Não me toques!
:38:11
Bravo, tia Pierrette, desviando
toda a atenção para a Agostinha.
:38:14
Estupendo. Mas tenho que
fazer-te umas perguntas!
:38:19
Faz.
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-Disseste que nunca aqui tinhas
estado? -Sim.
:38:24
Mentes... e posso prová-lo.
:38:30
Juro que não lhe contei nada,
Pierrette.
:38:33
-Que se passa?
-Sim, mamã.
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Conhecem-se e encontram-se
regularmente.
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-Ambas gostam de jogar às cartas.
-Às cartas?
:38:41
Que significa isto, Chanel?
:38:45
É verdade.
:38:47
Às vezes Pierrette vinha ao meu
quarto e passava a noite.
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Meu Deus!
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Admito-o. Vim uma noite falar
com o meu irmão. Tinha uma
coisa importante a dizer-lhe.
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Assim tão importante? A Chanel
não podia levar-lhe o recado?
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-Aposto que vieste por dinheiro.
-Nunca pedi dinheiro ao meu irmão.
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-Mas deu-to, não é?
-Sabia que passava dificuldades.
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-Ajudou-me um par de vezes.
-Inacreditável!
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Mamã, o papá era livre de o fazer.
:39:11
Dava dinheiro a esta tipa e eu
não posso dizer nada?
:39:13
O dinheiro era meu!
Pertencia-me.
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A tua avareza mata-te, mais
cedo ou mais tarde, cunhadinha!
:39:18
Ouviste?
Como se atreve ela...
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Esta mulher é espantosa!
:39:24
Bem, para sermos completamente
claros, temos de saber exactamente...
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...o que faziam todos
esta noite.
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-Mãe, onde estavas?
-Já te disse, no meu quarto.
:39:34
-Saiste do quarto?
-Não. Bem, sim... uma vez.
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Para ver como estava a Catarina.
Pareceu-me ouvir ranger a porta.
:39:42
Ela lia.
Voltei para a cama.
:39:45
-Catarina, levantáste-te?
-Sim, fui à casa-de-banho.
:39:47
-Foi o que a mamã escutou.
-Não ouvi nada. -Não ouviste nada?
:39:52
Estava concentrada no meu livro,
não prestei atenção.
:39:55
-A tia perguntou-me se queria
apagar as luzes. - E tu insultáste-me!
:39:59
-Estúpida criança!
-Vais-me pagar.