:51:01
-Luisa, traz a caixa de 1ºs
socorros. -Eu?
:51:03
Não sou enfermeira.
Sou a criada.
:51:07
Mas só tu podes fazê-lo!
Negar-se é um crime.
:51:10
Como criada só faço tarefas
domésticas, lavandaria e comidas.
:51:15
Podes ir presa se te negares.
:51:19
Todos devem conhecer o seu lugar.
:51:22
Que aconteceria se os juízes se
transformassem em médicos
ou em ministros.
:51:26
Poupa-nos com a tua sabedoria.
Ordeno-te que a injetes.
:51:30
Não tenho que discutir com os
da tua classe ou estatuto...
:51:33
Qua é que a senhora conhece
sobre a minha classe...?
:51:35
Mas como me pede tão amavelmente,
:51:38
agirei de acordo com os seus desejos.
:51:42
Não encontro nada!
:51:44
Passa a vida a mudar as coisas
de sitio. Já aí vou.
:51:47
A tia agostinha está tão pálida.
:51:49
-Não estará a fingir?
-Está a recobrar a consciência.
:51:52
Os remédios desapareceram.
:51:57
Alguém está a tentar matá-la.
:52:16
Oh, minha pequena, como te sentes?
:52:19
Terrívelmente.
O meu coração parou.
:52:22
-Começará a bater de novo.
-Vou morrer.
:52:25
-Preciso da minha injecção.
Vou morrer! -Não morres nada.
:52:28
Desmaias duas vezes por dia.
:52:31
Porque estão todos aí parados?
:52:32
Queremos ajudar, mas todos os
teus remédios desapareceram.
:52:35
-Desapareceram?
-Tinhamos receio de dizê-lo.
:52:39
Já percebo. Querem que eu morra!
:52:41
Como um cão vadio. É por isso
que não me dão a injecção.
:52:45
é assim, não é?
:52:47
Perfeito. Morrerei.
:52:49
Vou-me tal como vim:
sem nenhum tipo de ajuda!
:52:53
Com o meu coração doente.
E sózinha.
:52:55
Pobre Marcelo, só ele era puro...
Mataram-no com as vossas perversões.