:53:00
"A Góndola do amor", capítulo oito.
:53:03
Mamã!
:53:05
-Encontrei o remédio.
-Despacha-te! Depressa!
:53:08
Com cuidado. Cuidado.
:53:14
-Onde a encontraste, Suzana?
-Debaixo da cama de alguém.
:53:18
-De qual cama?
-Da tua, mamã.
:53:20
Da minha? Mas isso é impossível.
:53:23
-Alguém tenta acusar-me.
-Sem dúvida.
:53:26
Quem quer que faz isto
é inimigo da familia.
:53:30
-Não há outra explicação.
-Pensam em mim novamente?
:53:33
Não em particular.
:53:35
Mas sabes que estás no testamento
do Marcelo.
:53:38
Disse-me que te deixou 2 milhões.
:53:41
-Então o Marcelo pensou em mim?
-Não te finjas tão inocente.
:53:44
Sabes que foste com ele ao notário,
:53:47
...e quando tiveste a certeza
da tua herança...
:53:51
A minha versão é diferente.
:53:54
Ele queria incluir-me
no testamento...
:53:57
...mas tu interferiste em teu
próprio beneficio.
:54:00
-Que parvoíce!
-Há ou não há um testamento?
:54:03
Se o há, não parece bom
para mim.
:54:05
Mas se não o há,
então estás com um problema.
:54:08
Eu sei a resposta.
:54:11
O testamento não foi feito.
:54:17
Falei com o papá ontem
sobre isso.
:54:20
Disse-me:
:54:22
"Alegro-me que me tenhas contado.
Vou ao notário ámanhã.
:54:25
Não te esquecerei."
:54:27
Uma forma inteligente de dizer,
:54:29
"Estou inocente, o papá ia
incluir-me no testamento."
:54:32
Que insinuação desprezível!
És um monstro, Suzana.
:54:36
Não te acusei, mamã.
Contei-te o que se passou.
:54:38
Como te treves a falar de mim?
:54:40
Olha para a tua mãe!
E repete o que acabas de dizer.
:54:43
Como podes estar tão ressentida
quando tu própria passaste pelo mesmo?
:54:48
Nunca vou recuperar-me disto.
:54:51
-Excelente actuação!
-Tu, cála-te!
:54:54
Porque não nos contas onde
estiveste a noite passada?
:54:56
Isso só conto à polícia.
:54:59
De certeza que com um homem!?