:54:00
-Que parvoíce!
-Há ou não há um testamento?
:54:03
Se o há, não parece bom
para mim.
:54:05
Mas se não o há,
então estás com um problema.
:54:08
Eu sei a resposta.
:54:11
O testamento não foi feito.
:54:17
Falei com o papá ontem
sobre isso.
:54:20
Disse-me:
:54:22
"Alegro-me que me tenhas contado.
Vou ao notário ámanhã.
:54:25
Não te esquecerei."
:54:27
Uma forma inteligente de dizer,
:54:29
"Estou inocente, o papá ia
incluir-me no testamento."
:54:32
Que insinuação desprezível!
És um monstro, Suzana.
:54:36
Não te acusei, mamã.
Contei-te o que se passou.
:54:38
Como te treves a falar de mim?
:54:40
Olha para a tua mãe!
E repete o que acabas de dizer.
:54:43
Como podes estar tão ressentida
quando tu própria passaste pelo mesmo?
:54:48
Nunca vou recuperar-me disto.
:54:51
-Excelente actuação!
-Tu, cála-te!
:54:54
Porque não nos contas onde
estiveste a noite passada?
:54:56
Isso só conto à polícia.
:54:59
De certeza que com um homem!?
:55:03
Estou a morrer.
Despacha-te!
:55:06
Não estás a morrer, querida.
Aqui está a tua injecção.
:55:15
Oh, que bom...
:55:20
-Vi outra coisa debaixo da tua
cama. -O quê?
:55:24
As tuas malas. fechadas...
Prontas para partir.
:55:27
Ias fazer alguma viagem?
:55:29
Isso não te diz respeito.
:55:32
Diz-me uma coisa.
:55:35
O papá era o meu verdedeiro pai?
:55:38
Não quero falar sobre isso.
:55:40
Tenho o direito de saber. Estavas
grávida quando se casaram.
:55:44
Diz-me!
:55:47
Já não importa.
:55:51
Tudo pertence ao passado.
:55:54
O Marcelo criou-te como se fosses
a sua própria filha.
:55:57
Quem é o meu pai?