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É a coisa mais bonita que se
pode fazer na vida.
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Perdeste a tua oportunidade,
devias ter ido para freira.
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Falo de amor e ri-se?
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Admira-me que não gostasse
que fizesse o meu trabalho e
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que ainda a livrasse de todas
as suas tarefas conjugais!?
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No fundo compartilháva-mos
a mesma cama.
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Chega. As minhas filhas estão aqui.
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Não queria saber a verdade?
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A morte do senhor não muda nada.
Gostava de continuar a trabalhar
para si.
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Isto está cada vez melhor.
Quanto enredos!
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Pobre Marcelo!
Sinto pena dele.
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-Adoravas confortá-lo.
-Chegou a minha vez?
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Assim que soubeste da paixão
da Luisa e do Marcelo...
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-...nessa noite vingáste-te.
-Como te atreves? As crianças!
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As crianças? Catarina é aérea e egoísta,
arruinada por esses livros,
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...e a Suzana desmascarou-se.
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Por isso faz perguntas, como se
fosse a justiça em pessoa.
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As raparigas deviam ter um pouco
de respeito por elas próprias.
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Agora saem, fumam, usam calças,
vão para acampamentos e ficam grávidas.
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Que miséria!
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Que esperar com semelhante mãe.
Eras um belo exemplo.
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-Porque não tiveste filhos?
-Porque sou uma senhora de respeito!
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-A tia ainda é virgem?
-De certeza! Quem quereria estar com ela?
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Gabi, por favor, não atormentes
a tua irmã. Já está quase morta!
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Deixa de a proteger, mamã.
E de castigar-me a mim.
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És uma bruxa alcoólica, fingindo
ser uma pobre viúva!
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Mentirosa e hipócrita,
consumida pela arrogância.
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Devia ter-te deixado sofrer.
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Mal agradecida!
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Como te atreves a falar assim
à tua mãe? O teu marido foi assassinado.
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-O papá também!
-Que dizes?
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Envenenáste-o. Literal e
figurativamente falando.
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O meu coração!