1:10:06
Não consigo.
1:10:08
Simplesmente não consigo.
1:10:11
A nossa querida Agostinha!
1:10:13
Sempre quiseste o papá também.
Mas ele preferiu a criada.
1:10:16
Cadela! És tão egoísta
como a tua mãe.
1:10:20
Pois eu espero já não ser virgem
na tua idade.
1:10:27
Temos... temos que sair daqui.
1:10:30
Já estou farta de ser humilhada.
1:10:36
Mamã, podes ouvir-me?
Diz qualquer coisa!
1:10:40
Como era a faca nas costas
do Marcelo?
1:10:47
A Luisa disse que era uma adaga,
mas talvez estivesse a mentir.
1:10:51
Se tu não pudeste ver a faca,
1:10:55
como o conseguiu ela?
1:10:57
Pára de torturar-te.
1:11:00
O problema já não é nosso.
Vamos fazer as malas.
1:11:06
Se o punho não era de osso nem
de marfim, então era feito de quê?
1:11:12
Não pode ter sido uma faca
da pesca...
1:11:16
Estás confusa com o que disse
a Gabi, é normal.
1:11:19
-Que é que disse a Gabi?
-Que matás-te o papá.
1:11:24
Onde é que está a graça?
1:11:26
É uma desprezível mentira...
1:11:29
Não é mentira, querida.
1:11:32
É a verdade.
1:11:34
Mas que dizes?
Perdeste a cabeça?
1:11:36
Porque matarias o papá?
1:11:41
Há vários tipos de mulheres,
Agostinha.
1:11:45
Os tempos mudaram,
as gerações são diferentes.
1:11:50
O teu pai...
1:11:53
...o teu pai deu-me uma boa vida,
sem preocupações.
1:11:57
Deu-me tudo o que queria...