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-Estavas aonde, Pierrette?
-Na casa-de-banho.
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-A Chanel disse-te alguma coisa?
-Não, não te preocupes.
1:24:11
-O que fazias na casa-de-banho?
-Nada.
1:24:15
Agostinha, pareces-te com as
heroínas das novelas.
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-"A Dama das Camélias", sem dúvida.
-Gostas de flores?
1:24:24
Sim. Especialmente das camélias.
Uma flor sem cheiro.
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Porque é que estão todas a
olhar para mim?
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Este revólver.
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-Estava na tua mala.
-Alguém o colocou lá, juro.
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Claro.
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É fácil de provar. A polícia não
encontrará as minhas impressões
digitais, enquanto as tuas...
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-...deve estar cheio delas.
-Não pensei nisso.
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Agora escuta.
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O assassino assegurou-se que não
pudéssemos chamar a polícia.
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Devemos sair daqui, é uma questão
de vida ou de morte.
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A porta está fechada.
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poderemos tentar descer por uma
escada de mão.
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-Vou contigo.
-Vamos.
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Mamã, vigia a Pierrette.
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Porque estás tão sorridente?
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Deves agradecer-me que tenha
mantido a boca fechada.
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Sobre o quê?
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Tu tens um amante, não é?
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-Tenho um amante? É a tua última
descoberta? -Não, é a primeira.
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Já o sabia há uns tempos...
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-E por isso matei o meu marido?
-Eu não disse isso.
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É muito óbvio.
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Se todas as nulheres infiéis
fizessem isso, já não havia homens.
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Ou amantes.
Normalmente são as duas coisas.
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Eles querem oferecer-me carros,
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...jóias e casacos de peles...
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E tu nunca!