1:29:00
Agora acusas-te a ti própria.
1:29:03
Não. Tu não mataste o teu benfeitor.
Nenhuma de nós o faria.
1:29:08
Pensas que estou inocente?
1:29:11
Tenho a certeza.
1:29:17
Quero agradecer-te pela tua
discrição.
1:29:20
Não por mim...
mas pelas minhas filhas.
1:29:23
Não tens de quê. Foi um gesto de
1:29:25
cumplicidade feminina.
1:29:30
Quero dizer-te uma coisa.
1:29:33
Ia deixar o meu marido.
1:29:36
As malas estavam feitas.
1:29:40
Mas foi asssassinado na noite
em que ia deixá-lo.
1:29:44
É horrível.
1:29:47
Pobre Marcelo.
1:29:50
E eu, agora, como fico?
1:29:55
Ouve, Pierrette, posso dar-te
o dinheiro que o Marcelo te negou.
1:29:59
Não é necessário. Menti.
Ele não m'o recusou.
1:30:04
Porque não o disseste?
1:30:06
Já não o tenho.
Dei-o.
1:30:09
Ao homem que amo.
1:30:11
Sim, também pago às vezes.
1:30:15
Precisou de dinheiro para uma
viagem ao México.
1:30:20
Ao México?
1:30:23
-Quanto lhe deste?
-500.000 francos.
1:30:29
-Num envelope?
-Sim, num grande envelope azul.
1:30:35
Que é que tens?
1:30:37
Não me digas que...
quem é o teu amante?
1:30:39
Tu conheces. O sócio do meu
marido, o Jacques Farnoux.
1:30:43
O Jacques é teu amante?
1:30:45
-Esse é o meu envelope.
É o meu envelope...
1:30:50
Olha... está vazio!
1:30:51
O dinheiro desapareceu.
Alguém sabe disto?
1:30:54
Tu roubáste-mo, como ao meu irmão.
1:30:57
Com a tua aparência angélica
e pura!