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Uma cena de ciúmes patética.
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Continuando o percurso...
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A sua filha,
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a Suzana, veio
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clandestinamente de Londres,
para lhe dizer que está grávida.
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E então... boas noites!
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Quem é que o papá recebeu
de seguida? Esta é a questão!
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Continuam a ouvir-me? Agora já
o fazem com toda a atenção.
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-Para vós terminou. Só fico eu.
-Minha filhinha.
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Pobre papá.
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Encontrei-o esta manhã por volta
das seis. Chorava.
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Um pai a chorar é terrível.
Nunca viram?
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O nariz com uma grande lágrima
na ponta.
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Disse-me: "Tu és uma filha querida.
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És tudo o que eu tenho no mundo."
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Jurei fazê-lo feliz,
não importa como.
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Mas ele continuava a chorar.
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E ele disse: "Como seria
maravilhoso estar morto."
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Senti uma grande compaixão.
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Uma piedade imensa.
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Então decidi livrá-lo da sua miséria.
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-Não estás a querer dizer...
-Que matei o papá?
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Quem fala de matar?
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O papá nunca esteve morto.
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O papá nunca esteve morto.
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Ele está vivo! Atrás dessa porta!
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Concebi este esquema macabro
para vos desmascarar a todos.
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Telefonei a Pierrette.
Sabotei o telefone e o carro...
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...escondí os medicamentos,roubei
a arma e o dinheiro da mamã...
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...e escondi a chave do quarto,
para que ele tivesse alguma paz
e tranquilidade.
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Fazia tudo parte do meu plano
e vocês cairam nele.
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Tinham medo.
Só a Chanel suspeitou.
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-Viste o papá à janela, foi?
-Sim.
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Desculpa o disparo,
mas não podias dizer nada.
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Para que se descobrisse a verdade
e todos se revelassem.