Vampire in Brooklyn
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:11:00
- Deixa-me dar-te lume.
- Gaita!

:11:08
Não sei como me conheces, mas...
:11:10
cada um é como cada qual
e eu não vi nada.

:11:13
Volta a saltar pela janela,
:11:15
não digo a ninguém que te vi,
sou cegueta!

:11:19
Tenho cataratas, ou seja, lentes
de contacto, astigmatismo. Sou cego.

:11:23
Onde estás? Vês? Onde estás?
:11:27
Vi-te lá nas docas.
És um mentiroso, ladrão e batoteiro.

:11:31
Não, isso é o meu irmão Miles.
Eu sou honesto.

:11:34
É azar,
era o que eu mais apreciava em ti.

:11:42
Calma, mano. Não me venhas
com essas tretas tipo Nêgrula.

:11:46
Se tens fome, levo-te
ao KFC para comeres dois pedaços.

:11:56
Já comi italiano.
:12:04
Começo a pensar
que não gostas de mim.

:12:07
E não queremos isso, pois não?
:12:11
Não sinto senão amor por ti, meu.
:12:14
Que porra estás a fazer?
:12:18
Bem-vindo ao clube, Julius.
:12:20
- Oh, merda!
- Dói, não dói?

:12:23
A dor é muito subestimada,
mas é a minha especialidade e,

:12:27
quer queiras quer não,
agora pertences-me.

:12:31
M-mano, porque é que fizeste isso?
Dá uma sensação... boa.

:12:38
Porque preciso da tua visão de dia,
e dos teus serviços à noite.

:12:41
Mas antes, preciso do caixão. Anda!
:12:47
Espera! Aonde vais?
:12:49
Que há?
Não me vais chupar o pescoço?

:12:53
Para quê? Agora és o meu mostrengo.
Preciso que me descubras uma mulher.

:12:56
Uma mulher? Estás no sítio ideal.
Brooklyn está cheio de mulas.


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