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Vim falar consigo acerca de algo,
mas depois que a vi,
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esqueci-me.
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- Não podia ser importante.
- Acho que tem razão.
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Sente-se no alpendre. Vou-lhe buscar
uma limonada. Talvez se lembre.
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Não só é linda, como atenciosa também.
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- Arnie!
- Olá, Senhor Marlowe!
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Olá. O que apanhaste, um coelho?
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Morto. O que é que apanhou?
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Oh, apanhei uma rã pequenina.
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Whoop!
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- Aqui está ele.
- Está com fome.
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Whoop!
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- Troco.
- A tua mãe pela minha?
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- O coelho pela rã.
- É tua, Arnie.
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Acho que ficou com o melhor negócio.
Coelhos mortos não comem.
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Levo-a para a cozinha e dou-lhe limonada.
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Quatro patas de coelho,
e foi morto.
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- Devia ter um trevo de quatro folhas.
- E uma ferradura.
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Ei, como é que os coelhos nascem?
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- Da mesma maneira que os elefantes.
- Oh, claro.
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Porque é que nunca me veio visitar antes?
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Não sabia que tinhas
uma mãe tão bonita, Arnie.
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Se acha que ela é bonita devia ver a minha fisga.
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- Talvez venha cá amanhã.
- Quando é isso?
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- O dia a seguir a hoje.
- Isso é ontem. Hoje é amanhã.
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- Foi?
- Quando é que amanhã foi ontem, Senhor Marlowe?
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- Hoje.
- Oh, claro, ontem.
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Nunca conseguirá fazer sentido do Arnie.
Ele tem o seu próprio sentido de tempo.
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Obrigado.
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- Limonada, Arnie?
- Já roubei dois copos.
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- Eu dava-te dois copos.
- Tem mais piada roubá-los.
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Empresta-me o seu coelho, Senhor Marlowe?