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Obrigado, mas é só que
eu devo-lhe uma explicação.
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Não, não, não.
Não quero ouvir uma palavra disso.
:56:07
Você viu o sarilho em que eu estava
com aquele corpo nas minhas mãos.
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e você fechou os olhos de uma maneira
muito desportiva, se é que posso dizer.
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- Capitão Wiles.
- Sim, senhora?
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Estou a tentar dizer-lhe a razão porque
o convidei para o café e os muffins.
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Foi porque... eu senti...
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- Simpatia.
- Gratidão.
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Gra...? Mas eu é que deveria estar grato.
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Não, eu estava grata.
Estou grata.
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Estou-lhe agradecida
por enterrar o meu corpo.
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O seu corpo?
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O homem que achou que matou...
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foi o homem a quem eu bati na cabeça
com o salto do meu sapato de montar.
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Você?
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E com a ponta de metal
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Mas porquê?
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Ele incomodou-me.
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Eu estava a ir para casa, quando ele
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subitamente veio até mim
com um olhar selvagem
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e insistiu...
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que éramos casados.
- Oh, já se conheciam antes.
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Acredite ou não, eu nunca o
tinha visto antes na minha vida e...
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e já tivesse,
nunca teria casado com ele.
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Ele deve tê-la confundido
com outra pessoa.
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Oh, não, ele agarrou-me para os arbustos.
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- Sim?
- Eu saí outra vez.
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Continue.
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Ele agarrou-me outra vez para dentro.
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Duas vezes.
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Ele disse-me palavrões,
sons masculinos, horríveis.
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- Eu não os entendi, como é obvio.
- É claro que não os entendeu.
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- Lutamos.
- E depois o quê?
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Eu ganhei. O meu sapato saiu durante
a luta e bati-lhe.
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Bati-lhe com tanta força quanto podia.
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Você matou-o.