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Ouça. Alguém a correr.
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- Cavalos?
- Um cavalo que consegue gritar.
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- O que é que ela está a dizer?
- Vamos já saber. Ela dirige-se para cá.
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- Sam Marlowe!
- É a Wiggy. A velha Wiggy.
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Senhor Marlowe!
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Senhor Marlowe!
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- Wiggy, o que é quer?
- Eu... Ele quer...
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- Espere um minuto, recupere o fôlego.
- Ele é um milionário!
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- Quem?
- Ele quer comprar os seus quadros.
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- Quais quadros?
- Todos eles e mais.
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Ele diz que você é um génio.
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Ele tem razão, mas custa a crer que ele
queira comprar todos os meus quadros.
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Seria demasiado curioso para
recusar-me pelo menos a falar com ele.
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Não recuse uma boa oportunidade,
Senhor Marlowe.
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Está bem, eu falo com ele.
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- Desenterrámos raiz de sassafras.
- O chá de sassafras é saudável.
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O Senhor Wiggs sempre jurou que
lhe curou a artrite antes de morrer.
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Quanto é que o milionário quer pagar?
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Eu disse sete dólares por aquele
que parece bolhas numa tempestade
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- E?
- Ele disse que não tinha preço.
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Não tinha preço? Parece algo
que eu pintei no infantário.
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Aquele quadro simboliza o princípio do mundo.
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Foi aí que ouvi falar do mundo
pela primeira vez, no infantário.
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Sim, e este meu amigo, um crítico de arte
do museu moderno, ele...
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Não pense que eu sou mal-educado,
mas não me interessa o que um crítico de arte diz.
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- Ai sim?
- Eu sei que os meus quadros são bons.
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Ele não os quer. Você quer.
Por isso só interessa o que você pensa.
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Bem, eu penso que são obra de um génio,
e quero comprá-los todos.
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- Azar.
- Porquê?
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Acabei de decidir que não posso vendê-los.
Além disso, não tinha dinheiro que chegue.
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Oh.
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- Uh...
- Dinheiro.
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Sammy. Não seja tolo.
Faça-o pagar bem caro.
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Vá lá, Senhor Marlowe, seja razoável.
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- Não seja razoável, se quiser.
- O que é que diz?
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O génio é seu, Sam.
É consigo.